Começa em velocidade o ano de 2008.
Janeiro corre depressa, esvai se no tempo das coisas quotidianas, olhamos sempre para trás com a nostalgia perfeita que não controlamos o tempo, damos conta dele entre um dialogo ou outro, uma saudade ou outra, um momento mais feliz ou um momento muito triste.
Fevereiro está na esquina mais proxima e de repente eu fico parada na rua, tento isolar esse passo acelerado e perceber que enfim, vou dobrar mais essa esquina e continuar os passos na rua que tiver a minha frente. Engraçado não saber, se é alcatroada ou se está cheia de buracos, se os passeios são de terra ou se já foram com o tempo e o amadurecimento asfaltados, os prédios pintados, se os jardins sorriem de saúde e beleza ou se choram porque estão secos e nada sabem das plantas e das flores de outrora.
Respirar é por fim uma vitória, aos pequenos disabores, aos tempos mal aproveitados, as expectativas frustadas, aos erros. Respirar descompassadamente é a grande vitória, a serenidade de sabermos aproveitar da melhor maneira que conseguimos o tempo, dobrar as esquinas da vida com saldo positivo e com serenidade.
O tempo não é nosso na medida que nunca o agarramos, apenas podemos vive-lo.


