MarinaLua

2008/06/29

Ana Carolina

Arquivado em: Partilha — marinalua @ 21:48

Te olho nos olhos

E você reclama

que te olho muito profundamente

Desculpa…

tudo o que vivi foi profundamente

Eu te ensinei quem sou

e você, foi me tirando os espaços entre os abraços

guarda me apenas uma fresta

Eu que sempre fui livre

Não me importava o que os outros dissessem

Até onde posso ir para te resgatar

Reclama de mim como se houvesse a possibilidade de me inventar de novo

Desculpa, se te olho profundamente

Rente a pele

a ponto de ver os teus ancenstrais nos teus traços

a ponto de ver a estrada muito antes dos teus passos

Eu não vou separar as minhas vitórias dos meus fracassos

Eu não vou renunciar a mim

nem uma parte

nem um pedaço, do meu ser

vibrante

errante

sujo

livre

quente

Eu quero estar viva

E permanecer te olhando profundamente.

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