MarinaLua

2009/07/31

Para que não existam nenhumas duvidas…

Arquivado em: Artigos — marinalua @ 19:49

Hoje dia 31 de julho é dia da mulher Africana e dia mundial do orgasmo.

Fica esta duvida no ar, será que existem ou não coincidências??? Ou será isto mas uma mera casualidade da vida e dos seus mistérios???

A verdade é que é um excelente dia para se celebrar o facto de sermos mulheres e de sermos humanas e podermos ter o prazer de ter orgasmos…e ainda assim sermos mulheres africanas, a quem em algumas culturas africanas durante muito tempo (acho que em alguns casos ainda acontece) era proibido as mulheres terem prazer. Não me vou por aqui, a falar deste terrível acto grotesco, daqueles que o homem muitas vezes tem a capacidade de ter, em função de coisas que ate o diabo em metáfora desconfiaria.

Parabéns a todas as mulheres africanas, parabéns a todas as mulheres na sua generalidade e parabéns as conquistas que vamos tendo, na busca da nossa liberdade de expressão, na defesa das nossas particularidades, na conquista do nosso espaço…que não sendo nada feminista, em muitos momentos se tem que fazer, apenas por falta de informação ou de estupidez de quem nos rodeia.

E como é bom ser mulher afinal!!!

2009/07/30

Almoço de reliquias…

Arquivado em: Partilha — marinalua @ 16:57

Foi assim que a irmã da Vera nos chamou,” Relíquias”, a verdade é que para ela já o somos…Telma, Vera, Brigida e Sónia.

Depois de algumas tentativas de nos juntarmos todas para falarmos de nós, da vida e do tanto tempo que passou, hoje lá conseguimos dar o primeiro passo nesse sentido. Engraçado, somos amigas desde sempre, desde que me conheço por adolescente e me imagino como gente e no entanto em alguns casos passamos tanto tempo separadas. A verdade é que nada é irrecuperável e hoje foi prova disso. O tempo só nos tira aquilo que é oco, o que tem substancia é sempre recuperável, com mais ou menos vontade.

Acredito cada vez mais que há amizades que duram, cumplicidades que acabam por atravessar todos os equívocos e se mantém firmes ao longo do tempo, espero que a nossa seja feita desse tipo de material. Se não com aquela intimidade brutal, que só acabamos por ter com duas ou três amigas, pelo menos com aquela cumplicidade inerente a compreensão, a partilha e tantos outros momentos que acabam por nós definir a todas, por fazer parte do tronco comum a que todas estamos sujeitas, nessa rotina que acaba por ser a vida e o seu quotidiano.

Todas diferentes, percursos variados. Espero que a gente consiga com este regresso revitalizar os convívios entre nós e aproveitar para juntar as historias,  partilhar experiências, rir do que mais ninguém acha graça. Solteiras, casadas, divorciadas…com filhos, sem filhos…enfim, um conjunto largo que nos ajuda a questionar o status quo e nos leva um pouquinho mais a frente. E se mais não for, uma cabeça de mulher pensa bem , mas quatro, ahahaahha nem se metam por ai….

Muito bom momento…Welcome back to all…

2009/07/29

Frase do mês

Arquivado em: Blá blá blá... — marinalua @ 23:58

” O tempo ganhou outro valor, a velocidade de consumir tudo aquilo que me rodeia é menor, porque me tornei mais parcial, mais objectivo, o filtro é maior. O lixo é ao lado.”

“O meu vicio de sapatos”

Arquivado em: Partilha — marinalua @ 23:21

Fico sempre a pensar quando me começo a vestir, que sapatos é que vou calçar. É, nos sapatos que, me reequilibro todos os dias. Porque, com eles, e enquanto me vou tornando mais mulher, consigo resgatar os direitos exclusivos sobre aquilo em que me vou tornando. Penso, o que seria de mim, sem sapatos. Com os sapatos, consigo fazer corresponder a minha mude, divertida e extrovertida, a uma imagem necessariamente minha aliada, premiada por algum formalismo que me acompanha tantas vezes profissionalmente.

Esta minha relação com os sapatos tornou se fácil, dependente e única. Acho que dei-lhes vida e deixei-os surpreenderem me. Muitos deles ficam bem de noite num charme de vestido, como tão bem de dia numa provocação de os juntar a um jeans desbotado e uma camisa branca. Precisam do acaso da roupa para se manifestarem, dependem das idas e regressos, do meu humor e das minhas angustias, do que é tão cosmopolita e urbano. São os meus actores, mas nenhum se arvora em personagem.

Como lhes dei vida própria, sinto que se desafiam, por instinto de sobrevivência. Lidero assim, uma seita de sapatos, vindos “ das melhores proveniências possíveis”,ou seja, de variados lugares e assumem a forma e a alma de toda a minha forma de estar. Não lhes consigo aplicar a lei das incompatibilidades, posso saltar das mules para as sandálias, dos ténis para as havaianas e daqueles que já nascem intemporais para todos os climas temperados de sol, todos eles são vividos e calçados com a pureza da primeira vez que entraram na minha vida.

A questão é que com o tempo vou me aperfeiçoando, e tenho este prazer  inconfundível, em me embrenhar num labirinto de estilos, sem pressa de definir balizas ou excluir alternativas. Esta brincadeira, que já se tornou num vicio, vai tornando forma a medida do desejo, seguindo os desenhos daquilo que eu era, fazendo com que eu reapareça no tempo, voltando a reescrever aquilo em que me vou tornando. Com os sapatos, estranhamente, percebo como faz sentido ser mulher e ir ficando madura, ir deixando o olhar que tinha quando não percebia nada.

O maior dos meus contrapontos é que também adoro andar descalça, nunca procurando medir ou pontuar o que mais mexe comigo, mas escolhendo momentos e situações em que claramente, o não ter sapatos também me define. Mas, é nos sapatos, que mais em aventuro, assumindo amores e desamores. E com eles, encanto sempre, mantendo a distancia e o segredo, nos passos de quem aprendeu a abraçar a vida, com calma e alguma serenidade. Também, mas mais, um compasso de quem tem sempre a maturação como uma exigência própria.

2009/07/27

“Tudo ao redor”

Arquivado em: Da alma — marinalua @ 2:18

Em tudo ao meu redor…

Consigo sentir te…

Mesmo distraída.

 

Pele, voz, cheiro…

Intuição, talvez sentimento…

Cadé o chão.

 

Bolas de sabão…

Pouca coisa…

Ansiedade e desassossego.

 

Não tem som…

apenas o bater do coração…

e os passos sem direcção.

 

Tudo ao redor…

tem tu…

Tudo ao meu redor.

Maxwell ” Pretty Wings”

Arquivado em: Partilha — marinalua @ 2:02

Pretty Wings

 

Time will bring the real end of our trial 
One day there’ll be no remnants 
No trace no residual feelings within ya 
one day you won’t remember me 

Your face will be the reason I smile 
But I will not see what I can not have forever 
I’ll always love ya I hope u feel the same 

Oh you played me dirty your game was so bad 
You toyed with my affliction had to fill out my prescription 
Found the remedy I had to set u free 

Away from me 
To see clearly the way that love can be 
When you are not with me 
I had to leave, I have to live 
I had to lead, I had to live

If I cant have you let love set you free 
To fly your pretty wings around 
pretty wings your pretty wings 
your pretty wings your pretty wings around 

I came wrong You were right 
Transformed your love into a lie 
Baby believe me I’m sorry I told you lies 
I turned day into night 
Sleepless, I died a thousand times 
I should’ve chose you 
Better nights Better times Better Days 
I miss you more and more

If I cant have you let love set you free 
To fly your pretty wings around 
pretty wings your pretty wings 
your pretty wings your pretty wings around 

I came wrong You were right 
Transformed your love into a lie 
Baby believe me I’m sorry I told you lies 
I turned day into night 
Sleepless, I died a thousand times 
I should’ve chose you 
Better nights Better times Better Days 
I miss you more and more

Pretty Wings Pretty Wings 
Pretty Wings Pretty Wings 
Pretty Wings Pretty Wings 
Pretty Wings Pretty Wings

“State of Play “

Arquivado em: Partilha — marinalua @ 1:34

Com Ben Affleck, Helen Mirren, Rachel McAdams, Robin Wright Penn, Russell Crowe…

Um filme interessante, recomendo.

 

 Capa

“O Bairro Alto”

Arquivado em: Partilha — marinalua @ 1:15

Desta vez apaixonei me pelo Bairro Alto. Estranho, faz anos que o conheço e nunca o tinha tratado por tu, pensava que o conhecia mas apenas tinha uma leve ideia daquilo que ele é. Apaixonei me pela historia marcada nos edifícios, pelas ruas estreitas e pelas casas antigas. Interessante a diferença da noite e do dia, da semana e do fim de semana, como um pequeno bairro com uma multi-personalidade, todas cheias de encanto e todas muito peculiares. Nesta minha busca recente juntei o meu passado com ele ao meu presente e tornei me sua amiga…o tempo da faculdade com os meus colegas ou com os meus amigos de Luanda, as idas as lojas que só se encontram no bairro alto ou ainda a minha primeira incursão no mundo das tatuagens…aos longos copos de dores de cabeça no dia a seguir, aos amores e desamores. As idas aos bares, uns em que a conversa flui a porta do bar cheio de gente e de olhares cruzados, outros mais selectivos e cheios de pompa onde a entrada depende nem sei bem do quê. Ao bar do Bairro Alto Hotel onde um grande amor teve inicio, aos jantares tardios e cheios de longas conversas com os meus melhores amigos. A descoberta recente de alguma noite, a estadia no Bairro Alto Hotel, charmoso e bastante cozy e as caminhadas sozinha pelas ruas, no conhecimento, no apreender do cheiro, no barulho do eléctrico. Gostei de me passear pelo Bairro Alto.

2009/07/16

Da vida normal

Arquivado em: Da alma — marinalua @ 14:43

Quero os dias,

a rotina, os imprevistos…

Todos os medos e anseios,

quero os acertos dos erros,

quero a rotina…

 

Dessa vida eu não quero já saber,

quero aprender…

ler e viver,

sentir…

 

Do querer eu quero mais,

não sei…

mas quero mais,

não perder essa força do querer…

 

Do tempo não quero as certezas,

quero as obras,

aquilo que gruda na pele…

que rompe, que rasga,

mas que vale a pena…

 

De ti…

eu quero a vida normal,

sem arranjos e nem flores…

quero o olhar da compreensão,

saber me sem me apoiar…

 

De mim…

da vida normal,

quero tudo…

não quero nada.

2009/07/15

“Frase do dia”

Arquivado em: Partilha — marinalua @ 9:10

” Não me interessa a maneira como as pessoas se movem, mas o que as faz mover.”

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