MarinaLua

2009/09/30

Só meu…

Arquivado em: Da alma — marinalua @ 2:03

O tempo interno das coisas sentidas

a magia que se me escorrega pelas mãos

o cheiro, as cores, os sabores

do olhar para trás…

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O ser agora ainda em traços incertos

o equilibrio imperfeito do corpo e alma

o tanto que ainda falta

o som que se propaga…

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Tudo e tanta coisa lá a frente

o caminho mais iluminado

a força de não querer saber

todo esse interior…

.

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só meu…

2009/09/28

Para ti meu amor…

Arquivado em: Partilha — marinalua @ 0:12

… uma boa conversa, cumplicidades que se afirmam e dão uma enorme sensação de bem estar…temas que rondam a volta de intimidades…as outras tão banais quanto preciosas, na partilha do tempo e do espaço…

…o silencio na leitura, com paragens para ler aquelas passagens interessantes, com pausas para comentar ou acrescentar uma historia passada que afinal ainda não tinha sido partilhada…contar o que o espaço não permite partilhar no tempo em que se vive, mas não é um problema…mais cedo ou mais tarde tudo acaba por chegar…

…o sol…o almoço na praia…o filme…o dormir e acordar…os planos meio certos meio incertos…a lufada de ar fresco e o aconchego desta amizade…

que mais posso pedir afinal!!!

2009/09/26

Poesia da semana

Arquivado em: Rotinas — marinalua @ 17:05

Só na boca

vou gritar para dentro de ti

todas as palavras que nunca disse

se não sobreviveres

guarda me na tua lingua

lembra te de mim.

Patrícia Reis (Beija me)

A amizade…aos meus(poucos) mas verdadeiros amigos

Arquivado em: Partilha — marinalua @ 16:57

Não sei bem se acredito no acaso ou se o facto de vivermos um qualquer acontecimento nos torna mais despertos para tudo o que possa estar relacionado com esse acontecimento em particular. Estamos mais sensíveis para o que acontece e acusamos a recepção de algumas coisas que numa outra situação nos poderia claramente passar ao lado.

O filtro é o exercício de maturidade mais difícil de se fazer. Filtrar é seleccionar tudo o que vivemos, quase um coador, coamos a vida e os momentos em si, deixando apenas aquilo que para nos comporta relevância. E, digo relevância não sempre positiva ou boa, maus momentos ajudam nos numa estruturação mais rica daquilo que nos vamos tornando.

Tenho andando a volta das amizades e do percurso que fui fazendo neste tão importante e delicado tema da vida. Se viver é agir agora, vamos inventando a vida a medida das escolhas que temos que fazer. Se escolher é ser livre, então poderia eu dizer que, directa ou indirectamente, estamos condenados a liberdade. E se somos imperfeitos e muitas vezes escolhemos errado, posso hoje aferir, há enganos há que não se sobrevive ou que aos quais se sobrevive mal.

Com amigos verdadeiros toda a sobrevivência torna se mais acessível. Escolher um amigo, acredito hoje, é um acto difícil e quase heróico quando na realidade o conseguimos. Já me enganei imensas vezes, já perdi amigos que levaram parte daquilo que é a minha historia e já acreditei que fazer amigos fosse mais fácil e na realidade não é. Mas sei também que tenho verdadeiros amigos.

“Para que duas pessoas sejam amigas é necessário que se queiram bem uma à outra e se desejem mutuamente tudo de bom, mas de uma forma tal que isso mas lhes passe despercebido.”

A amizade quase perfeita existe entre pessoas de bem e os que são semelhantes a respeito da excelência. Excelência no sentido em se quer para os amigos o mesmo bem que se quer para si mesmo, e isto, consegue se com muito poucas pessoas. Porque ser amigo de alguém é sempre  aceitar os outros exactamente como eles são, e na realidade somos todos imperfeitos e únicos.

Uma vez, o homem que mais gostou de mim até hoje, disse me, o que eu mais gosto em ti não são as coisas boas, as coisas fáceis que tudo mundo gosta, o que eu mais gosto em ti é exactamente aquilo que ninguém percebe como é que eu gosto, mas que acaba por ser o que mais te caracteriza, por isso é que eu te amo e é disso que eu sinto falta.

Amo os meus amigos, amo de amor, amo de paixão…cada vez mais

Gandhi

Arquivado em: Partilha — marinalua @ 0:04

As raizes da violência:

- Riqueza sem trabalho,

- Prazer sem consciência,

- Conhecimento sem caracter,

- Comércio sem moralidade,

- Ciência sem humanidade,

- Adoração sem sacrifícios,

- Politíca sem princípios.

2009/09/19

Tanto tempo…

Arquivado em: Intimidades — marinalua @ 19:26

Tanto tempo sem nada escrever, tanto tempo sem meditar, sem aprofundar. Todos estes dias ausentes do processamento de tudo aquilo que tem sido a minha vivência…e tanta coisa alterou a minha visão, a minha maneira de olhar e mesmo a forma de me entregar!!! Estou neste processo, nesta reconstrução…

Tenho me entregado a esta interação, com a vida e tenho tido a sorte de ganhar mundo mesmo na dor, na recusa e em tudo o que não acompanha as minhas vontades, as minhas necessidades…Um passo que não se traduz apenas nesse passo, que traça a estrada, que define o caminho…se novo, se pequeno desvio do já anteriormente traçado, fica para mais a frente perceber ou até saber.

Na maravilhosa cama, uma companhia na leitura, presente e envolvente…a natureza lá fora e toda a sua envolvência, dão me a certeza da sorte de desafiar os dias e do conforto de me sentir cada vez mais livre…tão errada e tão certa, mas tão livre!!!

2009/09/04

Vitra Fire Station, by Zaha Hadid

Arquivado em: Partilha — marinalua @ 10:03
Vitra Fire Station, by Zaha Hadid

Vitra Fire Station, by Zaha Hadid

Frank Gehry in Vitra

Arquivado em: Partilha — marinalua @ 9:48
Frank Gehry in Vitra

Frank Gehry in Vitra

Frank Gehry foi um dos fundadores do Desconstrutivismo, tendência na arquitetura que rompe com a tradição e resgata o papel da emoção. Deixam se para trás verdades como “cada forma segue a sua funçao” ou a “pureza da forma” ou ainda a “verdade dos materiais” e passamos a um processo de desenho não linear caracterizado por um caos controlado e por uma estimulante imprevisibilidade.

Vários de seus projetos tornaram-se marcos da arquitetura contemporânea, como o Museu Aeroespacial da Califórnia, o Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, o Fishdance Restaurant, no Japão, e o Vitra Design Museum, na Alemanha. Como um dos principais expoentes do Desconstrutivismo, Gehry ganhou muitos prêmios, incluindo o Pritzker Prize em 1989. Seu edifício mais conhecido é o Museu Guggenheim em Bilbao, na Espanha, recoberto de titânio, que foi finalizado em 1997.

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