É quase sempre o que me acontece quando escrevo. Tenho que dizer ao J, que escrever tem muito haver com o estar com as emoções a flor da pele, talvez para mim, que escrevo sem regra, sem hora, sem querer chegar a lugar nenhum e estando em todos os lugares ao mesmo tempo. Sei tão pouco de tudo, que quando algo me desperta dá me vontade de escrever, como se pudesse abrir ao meio o acontecimento ou o momento e o pudesse analisar por dentro.
Emoções a flor a pele são ruas no mapa dos nossos amores e das nossas paixões, tudo o que nos faz quase sempre perder o caminho de volta para casa e voltar a acha-lo. São as marcas que ficam gravadas na pele da memoria, que nos põem o cabelo em pé, a hipótese apenas pensada, o desejo ainda guardado numa das gaveta do armário da nossa mente. É o que não estamos a espera e o que nos desespera, o que nos faz sorrir sem pensar e chorar sem conter as lágrimas num pranto sem fim.
Nos dias mais instáveis e tão imprevistos como a vida, elas aparecem mais despertas, mais atentas, mais minuciosas. Conseguem arrepiarmos as unhas dos dedos do pé, levam nos a desejar fazer coisas ou não fazer nada, devoram nos os sentidos. As emoções são um acto do inconsciente, do irracional, surgem em momentos especiais, momentos em que quase não pensamos, somos apenas sentimento. Como se de repente e embora numa pequena questão de segundos quase não existíssemos, fossemos esse emoção num sentir continuado.
Que sei eu disto afinal??? Como disse e digo apenas escrevo aquilo que de repente me envolve a alma, me leva a questionar. Gosto de fazer perguntas, não sei se gosto muito de dar respostas.



Minha querida… As pessoas sensíveis tem por definição, as emoções (quase)sempre à flor da pele. Nem todos têm, no entanto, a tua capacidade para as passar ao papel. Quando, essas mesmas emoções te deixam, por vezes escreves coisas memoráveis. Como este pequeno texto.. Não desistas, nunca desistas. Porque dos fracos (de emoções!!!) não reza a história..
Comentário por currito — 2009/11/08 @ 22:55