Publicado por: marinalua | 2010/06/23

Saudade que mata

Como se houvesse alguma forma de contornar o transtorno que esta saudade me causa, nos dias, nas horas, nos minutos em que sinto os músculos do meu corpo todo contornarem se, esticarem se e tornarem uma forma dolorosa da alma numa forma física de sentir a dor.

Se pudesse saber esse tamanho, se pudesse medir com exactidão criava a jaula da saudade e durante o dia para puder viver melhor trancava a na jaula e escondia a chave na racionalidade do dia, de ter que viver e respirar mais tranquilamente.

Não sei se percebo ou se afinal ainda nada se explicou dentro de mim, mas sei que não chamei por ti e se te abriguei de forma inconsciente, perdoa me e vai embora. Dá me a paz que me tiraste ainda que te tenha deixado entrar de livre e espontânea vontade, da me de novo a incerteza de não sentir nada.

Quando abro a porta da vida, quando olho para a frente, um vento forte que vem não sei de onde bate com a porta na minha cara, deixa me de novo sentada nessa saudade, que ora me aconchega ora me rompe toda por dentro e desespera me nos dias sem saber de ti.

De onde vem a saudade?? Serás que a sentes como eu?? De onde vem essa necessidade de te cheirar, de saber de ti, de te tocar?? Estou fraca, debilitada em mim e quero acordar desta forma de estar e sentir. Por favor, bate de novo na minha porta e senta te na minha vida, ainda que por um momento que acalme apenas a saudade, ainda que sem a verdade do sentimento, desde que com vontade, porque não sei se sobrevivo há mais um dia.


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