Faz tempo que não me sento com as palavras…deixei as flutuarem tanto tempo em mim que ando na brincadeira do cão e do gato para as conseguir por nesta ordem, para conseguir dar forma de escrita, de leitura ou seja lá o que for que daqui sairá.
O tempo tem feito de tudo um pouco em mim, fechei e abri portas, escancararam se janelas e pequenas frestas de ar foram por fim seladas. Abriram se milhentos de novos mundos e de repente sinto me pronta e bem.
Falta me o tempo do tempo, em que me sento e ordeno tudo, como se de um catalogo se tratasse. Tenho esta compulsão, de tempos em tempos, sento me comigo e com tudo o que me vai na alma, memorias, momentos, dores, alegrias, tento contextualizar de mim para mim.
Coisa estranha, eu sei. Como se vivesse, vivesse e de repente parasse para arrumar, para perceber. E depois, voltasse a viver, a viver para mais tarde de novo parar e arrumar. Poucas são as fases em que tudo rola organizado e arrumado, em que no tempo da vivencia consigo ter o tempo de absorção total, do entendimento, da compreensão. E embora os gaps sejam cada vez menores, essa sou normalmente eu!!



Onde andas tu Marinalua?
Gostei muito do “falta-me o tempo do tempo”…e também me falta (embora numa perspectiva ligeiramente diferente…)
Espero que estejas bem
Beijinhos com saudade.
Por: marta em 2010/10/29
às 12:14