MarinaLua

2009/10/16

O macho latino e a mulher submissa!!!

Arquivado em: Artigos — marinalua @ 19:45

Desde que voltei para Luanda, talvez pela idade, pela maior proximidade com o estilo masculino que me tenho deparado com conversas estranhas sobre o papel das mulheres, quer nas relações, quer na sociedade. Mas mais estranho ainda é não conseguir debater o tema com as ditas mulheres, que me dizem bem alto e de modo enfático, que eu tenho estas teorias, porque afinal não sou casada, depois mudas acredita, oiço vezes sem conta.

De repente deparo me com esta crónica sobre o macho latino segundo Maria Filomena Mónica e partilho esta passagem com vocês: “ As duas jugoslavas, que andavam a pedir boleia pela estrada nacional nº125, estariam a “pedi-las”, ou seja, disponíveis para a foda. A fim de que os leitores fiquem cientes de que não invento, eis um extracto da sentença: É impossível que não tenham previsto o risco que corriam; pois aqui, tal como no seu pais natal, a atracção pelo sexo oposto é um lado indesmentível e, por vezes, não é fácil domina-la. Assim, ao meterem se as duas num automóvel, justamente com dois rapazes, fizeram-no a meu ver, conscientes do perigo que corriam, até mesmo por estarem numa zona de turismo de fama internacional, onde abundam as turistas estrangeiras habitualmente com comportamento sexual mais liberal e descontraído do que a maioria das nativas. Depois de violadas, as raparigas fizeram o que deviam: queixaram se à policia. Do primeiro julgamento houve recurso. A 18 de Outubro de 1989, o Supremo Tribunal de Justiça dava razão aos juízes algarvios. Bonita sentença.!”

Fico sem palavras, bloqueia me o cérebro e tudo se transforma de forma incerta, porque continuo sem perceber o porque de ainda hoje não se exercitar o pensamento e se tentar perceber qual será efectivamente o papel da mulher na sociedade. Será a mulher mais dona dos filhos porque os carrega no ventre nove meses?? Será melhor mulher aquela que faz tudo aquilo que o marido considera importante?? Será casar um factor de diferenciação e felicidade, em que as mulheres que casam são as mulheres de respeito e depois existem as outras?? Teremos sempre de ser catalogadas de boazonas, ou analisadas pelo tamanho das mamas, ou das nadegás, ou ainda outra qualquer parte do nosso corpo???

Por outro lado, o grupo de mulheres casadas acredita ser de uma casta diferente, acredita que teve mais sorte, que é mais respeitada, ainda que o marido saia de casa para ter 40 das outras, das reles, ele acaba sempre por voltar para o lar e para os filhos. Até quando vamos deixar viver o macho latino e a mulher submissa? É Ai que se encontra a felicidade??? Tenho duvidas, variadas duvidas, mas se calhar só apenas aquela solteira que não tem marido e mais nada para dizer ou fazer, aquela que de tão traumatizada que está anda a escrever sobre a felicidade dos outros, sabendo que me resta pouco mais do que ficar associada a casta das outras, as que não casaram e não têm filhos, as que enfim coitadas!!

E assim me despeço!!!

2009/10/08

Disciplina

Arquivado em: Artigos — marinalua @ 23:34

Disciplina: Tormento e/ou necessidade…

Chego a casa cansada, o dia foi cheio, de algumas rotinas, de algumas surpresas, de aniversários e de responsabilidades novas. Descalço os sapatos e tento conviver um pouquinho com a família, mas não consigo tirar da cabeça o tema da disciplina. Questiono me pela profundeza com que debati isto ontem com o J. Nunca te comprometas com algo que não vais conseguir cumprir e tens que ter em atenção o contexto, toda a conjuntura a tua volta, disse me o J.

Falta me alguma disciplina, não tenho conseguido realizar alguns dos meus projectos, dos meus objectivos e dou por mim a pensar se a disciplina pode ser uma coisa que se treina. Podemos aprender a ser disciplinados ou já nascemos com esta maravilhosa qualidade que nos ajuda a organizar o tempo? Não sei ainda, vou iniciar esse processo, mas pressinto que se conseguirmos torna se numa valiosa característica e numa aliada na organização das nossas vidas.

Penso no número de vezes que oiço dizer o quanto é importante para tudo na vida termos uma agenda, na vida pessoal, nas relações de amizade, no trabalho, com a família. Ser disciplinada é muitas vezes agir contra as minhas vontades e nesse sentido este exercício pode se tornar por vezes um tormento. Mas neste momento, sentada na tentativa de me disciplinar a escrever este texto, sinto uma pequena satisfação, como se de repente me subisse uma adrenalina por ter conseguido coordenar o meu tempo.

Então tudo deve passar por uma questão de treino e a cada nova tarefa conseguida, devemos sentir que se começa a tornar numa necessidade. Em vez de um esforço, podemos transformar esse exercício num costume e através dele termos o domínio sobre nós ajustando a nossa conduta às exigências dos nossos objectivos, quer pessoais, quer profissionais. Com disciplina somos capazes de construír autodomínio, criarmos a capacidade de utilizar a liberdade pessoal, superando todos os condicionamentos que se forem apresentando na nossa vida quotidiana.

Repouso assim os milhares de pensamentos que se cruzavam na minha cabeça e penso que preciso de desenvolver uma estratégia para me tornar mais disciplinada. Por experiencia sei que não vale a pena ser megalómana, preciso de pensar numa tarefa, uma pequena tarefa na qual eu acredito que consigo me tornar disciplinada, aquela tarefa que eu não posso culpar mais ninguém por não a ter feito.

Assim, estico as pernas, esboço um sorriso e penso no J. Vou fechar o computador, tomar banho e saborear este minha pequena vitoria já deitada no conforto dos meus lençóis e das minhas almofadas. A disciplina pode ser um tormento, mas se olharmos para ela de frente e pensarmos nas capacidades que conseguimos explorar quando nos tornamos disciplinados, sorrimos por termos tido a visão de pelo menos ter começado este exercício de tentar.

“A disciplina é a alma de um exército; torna grandes os pequenos contingentes, proporciona êxito aos fracos, e estima toda a gente.”     [ George Washington ]

2009/10/07

Ser diferente

Arquivado em: Artigos — marinalua @ 20:35

Ser diferente: o custo de o ser e o aborrecimento de não o ser

Comecei a pensar em como começar a escrever sobre este tema e lembrei me desta frase de uma crónica que li algures, numa revista entre as muitas que tenho o vicio de ler, que era mais ou menos assim: “E assim aprendes a não crer cegamente em todos os conselhos que te dão. As pessoas não fazem por mal, mas as pessoas julgam sempre que sabem muitas coisas. E julgam sobretudo que somos todos iguais, dá menos trabalho, olha me só a balbúrdia confusa que seria reparar que somos todos únicos.”

Porque será que então temos a necessidade de catalogar algumas pessoas de diferentes? Não deveríamos simplesmente acreditar que podemos ser todos diferentes? Mas como diz a frase da crónica, criava se uma confusão tremenda dizer agora a todo o mundo que afinal não somos todos iguais e que apesar de termos esta necessidade de viver em grupo, para com maior eficácia garantirmos a nossa sobrevivência e a nossa perpetuação, quando usamos a racionalidade ficamos seres diferentes e únicos.

Ser diferente é desafiar o obvio e ir mais além que o consenso. Ser diferente é muitas vezes saber valer a nossa racionalidade sobre os nossos instintos naturais, é ter particularidades únicas na forma de estar e de viver, enfrentar preconceitos e não baixar os braços para viver no aborrecimento de seguir a manada, de ser igual a todos os outros. Ser diferente é saber o que quer dizer decisão e remorso e ter se permitido a optar entre uma coisa que convictamente olhava como concreta e outra, onde tudo o resto lhe era incompatível.

Ser diferente é ter podido saborear a liberdade, é ter sonhado com ela de olhos abertos dando vigor aos nossos passos. Não é viver no aborrecimento de estar infeliz para se puder enquadrar na sociedade, para puder ser aceite pelos outros e puder assim socializar. Ser diferente é na realidade aceitar aquilo que somos e deixar de tentar criar imitações a volta daquilo que pensamos que devemos ser. Ser diferente é ir tentando encontrar um equilíbrio entre aquilo que somos e aquilo que tentamos ser na conjugação com o social, é saber conjugar a empatia de se ser único vivendo em grupo.

Mas ainda assim ser diferente comporta em si um exercício constante: por em jogo, sem descanso e com sinceridade, de olhos abertos a responsabilidade de se ser quem é.  Isto nem sempre é fácil, sobretudo porque não é raro vivermos a nossa aventura pessoal de consciência em situações de conflito na interacção com o grupo social que nos identifica.

Ser diferente é invariavelmente ser normal…Assim deixo-vos com uma frase do Bob Marley:

“Vocês riem se de mim porque sou diferente, e eu rio me de vocês por serem todos iguais.”

2009/08/24

“O Regresso ao Passado”

Arquivado em: Artigos — marinalua @ 18:41

Devemos ou não remexer nos sentimentos do passado? Deixamos as imagens e ilusões do passado no passado ou tentamos traze-las para o presente e corremos o risco de ter uma tremenda frustração?

O passado veste uma ambiguidade interessante, porque se por um lado não podemos ficar parados no passado por outro lado somos muito daquilo que fomos vivenciando ao longo do nosso percurso de crescimento. Todas as experiências vividas despertam uma luz intensa que nos impede de não viver o passado, nem que seja feito na memória apenas, desses longos anos que foram passando.

Nesse percurso que fazemos misturamos verdades eternas e mentiras lapidares. Remexer no passado pode ser um veneno, capaz de corroer tudo o que está a volta, capaz de minar as emoções, abalar os corações e trazer desequilíbrio e instabilidade. Mas pode também por vezes trazer a harmonia que se procura, a fórmula perdida da arrumação das gavetas, o mapa que nos ajuda a por cada emoção, cada sentimento na gaveta certa.

Tudo gira então, a volta da maneira como vamos arrumando as nossas emoções e como queremos despertar para novas emoções. A vida em si não se esgota e nem se fecha, ela vai se transformando e dando nos a possibilidade de ir acertando, e em muitos momentos acertar leva nos mais atrás, a tentar perceber, a tentar fechar aquela porta que insiste em ficar entreaberta, a olhar para nós em tom de ameaça constante.

O passado só deve ser passado quando bem arrumado, quando ao caminharmos nos lembramos dele com um sorriso nos lábios, de orgulho porque vencemos uma batalha, de carinho porque guardamos um momento, de paz connosco porque perdoamos e conseguimos avançar. Assim, voltar ao passado deve ser aquele exercício que fazemos com a memoria quando estamos sozinhos ou quando contamos a alguém um pouco da nossa historia.

Se assim não for, será passado? Podemos na realidade dizer que é passado quando para vermos ou sentirmos as emoções, não olharmos para trás mas sim para o lado? O que é o passado, o que passou porque contamos o tempo ou o que passou porque arrumamos as emoções e sentimentos?

2009/08/17

Amores de Verão

Arquivado em: Artigos — marinalua @ 20:13

Em Angola, mais propriamente Luanda, o verão é quase sempre uma constante. Temos durante 3 meses um tempo deprimido em que o sol se esconde para descansar e carregar energias para os restantes 9 meses, carregados de luz, cor e animação ao qual é impossível ficar indiferente. Aqui falar de amores de verão seria falar de quase o ano todo, seria cortar a onda do que se considera um amor de verão e banalizar o termo esticado ao tempo elevado em que o verão esta presente, com o sol e a praia e todos os condimentos que se consideram afrodisíacos a este tipo de situações.

Os amores de verão não acontecem apenas porque é verão, acontecem também porque estamos mais disponíveis, porque estamos de férias e mais abertos a conhecer novas pessoas e a viver novos amores. Nestas alturas as fantasias escondidas são despertadas e as inibições desaparecem, conhecemos pessoas ao acaso e de uma atracção mútua num cruzar de olhares até ao amor físico pode ser apenas um instante. Vivemos estes amores com uma intensidade vulcânica, estamos menos stressados e sem horários e assim instala se uma atmosfera de aventura e desejo.

O que faz o sucesso destes amores?? São vividos com uma verdade atroz, sem expectativas e sem cobranças, sem medos e sem rancores, não há tempo para isso. Vive se cada momento de corpo inteiro e por inteiro e é aqui reside o segredo. Os amores de verão são eternos no seu tempo de vida e permanecem muitas vezes para sempre na memória de quem os vive. Não se vive as dores, a rotina, não se chega ao desamor, as cobranças, não se pensa e não se constrói, sente e pronto. É se assim podermos dizer é a promessa de algo que nunca chega a concretizar se, ou apenas a paixão momentânea do querer.

Quem nunca teve um amor de verão?? Quem nunca por breves momentos viveu uma paixão intensa que andava num quadrado fechado sem pernas para andar ou asas para voar fora dele, mas que dentro dele teve toda a eternidade do momento?? Quem não suspira na memória de um amor, que deixou a saudade saudável e a leveza de um momento vivido sem pressão, sem cobranças, sem mágoas?? Quem nunca viveu um amor leve, comprometido com o sentimento e não com as regras e convenções das sociedades??

Num amor de verão tudo é interessante, tudo é diferente e tudo é inédito. Os dias são feitos de emoção e as noites são regadas de bebidas cheias de cores com o céu estrelado. Nestes amores não há espaço para pensar em nada, aprende se novas línguas, pensasse o nunca sequer se imaginou e faz se aquilo que nem se pode dizer. Este amor é cego, surdo e mudo. Não temos nem tempo de abrir os olhos, não nos concentramos nas palavras mais doces e não precisamos de dizer adeus. Estes amores sabem sempre a hora de ir embora.

TEMOS AMORES NECESSÁRIOS E AMORES CONTINGENTES AO LONGO DA VIDA.” ( Simone de Beauvoir )

2009/08/10

‘You’ve got to find what you love,’ Steve Jobs says!!

Arquivado em: Artigos — marinalua @ 20:06

Meus queridos leitores deixo vos com um pequeno trecho do discurso do steve jobs, alguém que eu particularmente admiro…partilho com vocês a parte que mais me tocou e deixo vos o link se quiserem ler o discurso todo…

http://news-service.stanford.edu/news/2005/june15/jobs-061505.html

… Sometimes life hits you in the head with a brick. Don’t lose faith. I’m convinced that the only thing that kept me going was that I loved what I did. You’ve got to find what you love. And that is as true for your work as it is for your lovers. Your work is going to fill a large part of your life, and the only way to be truly satisfied is to do what you believe is great work. .. Sometimes life hits you in the head with a brick. Don’t lose faith. I’m convinced that the only thing that kept me going was that I loved what I did. You’ve got to find what you love. And that is as true for your work as it is for your lovers. Your work is going to fill a large part of your life, and the only way to be truly satisfied is to do what you believe is great work. And the only way to do great work is to love what you do. If you haven’t found it yet, keep looking. Don’t settle. As with all matters of the heart, you’ll know when you find it. And, like any great relationship, it just gets better and better as the years roll on. So keep looking until you find it. Don’t settle.

My third story is about death.

When I was 17, I read a quote that went something like: “If you live each day as if it was your last, someday you’ll most certainly be right.” It made an impression on me, and since then, for the past 33 years, I have looked in the mirror every morning and asked myself: “If today were the last day of my life, would I want to do what I am about to do today?” And whenever the answer has been “No” for too many days in a row, I know I need to change something.

Remembering that I’ll be dead soon is the most important tool I’ve ever encountered to help me make the big choices in life. Because almost everything — all external expectations, all pride, all fear of embarrassment or failure – these things just fall away in the face of death, leaving only what is truly important. Remembering that you are going to die is the best way I know to avoid the trap of thinking you have something to lose. You are already naked. There is no reason not to follow your heart.

About a year ago I was diagnosed with cancer. I had a scan at 7:30 in the morning, and it clearly showed a tumor on my pancreas. I didn’t even know what a pancreas was. The doctors told me this was almost certainly a type of cancer that is incurable, and that I should expect to live no longer than three to six months. My doctor advised me to go home and get my affairs in order, which is doctor’s code for prepare to die. It means to try to tell your kids everything you thought you’d have the next 10 years to tell them in just a few months. It means to make sure everything is buttoned up so that it will be as easy as possible for your family. It means to say your goodbyes.

I lived with that diagnosis all day. Later that evening I had a biopsy, where they stuck an endoscope down my throat, through my stomach and into my intestines, put a needle into my pancreas and got a few cells from the tumor. I was sedated, but my wife, who was there, told me that when they viewed the cells under a microscope the doctors started crying because it turned out to be a very rare form of pancreatic cancer that is curable with surgery. I had the surgery and I’m fine now.

This was the closest I’ve been to facing death, and I hope its the closest I get for a few more decades. Having lived through it, I can now say this to you with a bit more certainty than when death was a useful but purely intellectual concept:

No one wants to die. Even people who want to go to heaven don’t want to die to get there. And yet death is the destination we all share. No one has ever escaped it. And that is as it should be, because Death is very likely the single best invention of Life. It is Life’s change agent. It clears out the old to make way for the new. Right now the new is you, but someday not too long from now, you will gradually become the old and be cleared away. Sorry to be so dramatic, but it is quite true.

Your time is limited, so don’t waste it living someone else’s life. Don’t be trapped by dogma — which is living with the results of other people’s thinking. Don’t let the noise of others’ opinions drown out your own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary.

When I was young, there was an amazing publication called The Whole Earth Catalog, which was one of the bibles of my generation. It was created by a fellow named Stewart Brand not far from here in Menlo Park, and he brought it to life with his poetic touch. This was in the late 1960’s, before personal computers and desktop publishing, so it was all made with typewriters, scissors, and polaroid cameras. It was sort of like Google in paperback form, 35 years before Google came along: it was idealistic, and overflowing with neat tools and great notions.

Stewart and his team put out several issues of The Whole Earth Catalog, and then when it had run its course, they put out a final issue. It was the mid-1970s, and I was your age. On the back cover of their final issue was a photograph of an early morning country road, the kind you might find yourself hitchhiking on if you were so adventurous. Beneath it were the words: “Stay Hungry. Stay Foolish.” It was their farewell message as they signed off. Stay Hungry. Stay Foolish. And I have always wished that for myself. And now, as you graduate to begin anew, I wish that for you.

2009/08/03

Luanda Internacional Jazz Festival

Arquivado em: Artigos — marinalua @ 10:33

O Jazz em Angola, em luanda. Porque Luanda merece!!!

O Jazz surgiu nos Estados Unidos da América, quando ritmos africanos se misturaram com sons mais ocidentais. O resultado foi um estilo de música que ainda hoje não conhece fronteiras.

Não percebo muito de Jazz, tanto quanto sei o Jazz vive quase sempre no pais do improviso, nesse lugar onde a música flui livremente, onde não existem notas previsíveis ou compassos certos e onde dificilmente se consegue encarar a música da mesma forma. O Jazz parece me muito igual a vida em si, vive a beira do abismo, porque é tensão, é uma dor agudíssima e recusa se a um fim, ele não é terminal.

O Jazz nunca parou e cada transformação permitiu a criação de novos tipos de Jazz que não eliminavam as influências anteriores. Cool, free, modal, hard bop, fusion, acid são as variações do Jazz moderno. Porque o Jazz é um dialogo musical que se desenvolve livremente, e um dialogo não se prepara, tem se, fazendo com que ele se vá alterando, modificando e ganhando novas formas de se expressar.

No cine Atlântico, em Luanda por 3 dias, tivemos o prazer de ter o” Luanda Internacional Jazz Festival”, nunca repetindo um tipo estilo e tendo generos similares ao Jazz. E assim, num ambiente super bem organizado, com o tempo peculiar do cacimbo, assistimos a um conjunto de artistas como McCoy Tyner pt Garner, Marcus Wyatt e Language 12, Freshlyground, Jimmi Dludlu, Paulo Flores, Vanessa da Mata, Dodo Miranda….e o Jazz acontece!!

2009/07/31

Para que não existam nenhumas duvidas…

Arquivado em: Artigos — marinalua @ 19:49

Hoje dia 31 de julho é dia da mulher Africana e dia mundial do orgasmo.

Fica esta duvida no ar, será que existem ou não coincidências??? Ou será isto mas uma mera casualidade da vida e dos seus mistérios???

A verdade é que é um excelente dia para se celebrar o facto de sermos mulheres e de sermos humanas e podermos ter o prazer de ter orgasmos…e ainda assim sermos mulheres africanas, a quem em algumas culturas africanas durante muito tempo (acho que em alguns casos ainda acontece) era proibido as mulheres terem prazer. Não me vou por aqui, a falar deste terrível acto grotesco, daqueles que o homem muitas vezes tem a capacidade de ter, em função de coisas que ate o diabo em metáfora desconfiaria.

Parabéns a todas as mulheres africanas, parabéns a todas as mulheres na sua generalidade e parabéns as conquistas que vamos tendo, na busca da nossa liberdade de expressão, na defesa das nossas particularidades, na conquista do nosso espaço…que não sendo nada feminista, em muitos momentos se tem que fazer, apenas por falta de informação ou de estupidez de quem nos rodeia.

E como é bom ser mulher afinal!!!

2009/06/11

Viagens…

Arquivado em: Artigos — marinalua @ 15:19

Li algures que as principais viagens que alguém tinha feito não se destinavam a chegar a lugar nenhum, mas sim a fugir de qualquer coisa e que por sorte, quando se foge de alguma coisa, chega se sempre a algum lugar…pareceu me estranho e demorei alguns minutos a digerir todo este enquadramento que me pareceu butalmente diferente…ocorreu me então que as viagens também poderiam ser aqueles que começam em nós e acabam em nós e descobri de forma engraçada que já fiz algumas viagens que não se destinavam a lugar nenhum, mas sim a fugir de alguma coisa e que eventualmente cheguei a algum lugar…parece me mais real está frase se pensar que quando estamos a fugir de alguma coisa não estamos a espera de nada, queremos sair de onde estamos e que podemos sempre nos deparar com um lugar maravilhoso que nunca tínhamos imaginado…uma pessoa, um desafio…Sendo viajar um tema na minha forma de estar, quando falamos de fisicamente me mover ja não estou necessariamente a fugir de nada e quero chegar a todos as cidades ou paises a que me proponho ir…pensei por instantes que gostaria de um dia viajar, no sentido fisico do termo, a fugir de alguma coisa e por sorte chegar a algum lugar!!!

2009/05/29

Humor…

Arquivado em: Artigos — marinalua @ 17:33

O humor é para mim uma forma de estar, um conceito…saber estar e saber viver passa muito, no meu ponto de vista por termos a capacidade de conseguirmos dar gargalhadas de nós mesmos. Li o seguinte:” Haverá  3 coisas verdadeiras: deus, a loucura humana e o riso. Dado que as duas primeiras ultrapassam a nossa compreensão, tiremos o partido possível da terceira, sobretudo em dias de crise.”

O que eu acho??? estamos em alta sempre que tivermos a capacidade de nos rirmos de nós mesmos, demonstra inteligência e muita leveza, demonstra que aceitamos a vida tal como ela se apresenta a nossa frente!!! Larguemos a outra da moeda do humor, a ironia, essa face mordaz que fere e magoa, uma arma…Vamos nos rir, o humor é compreensivo, perdoa e compreende e de certa forma protege…Rir do absurdo, de tudo que não tem logica, de quando perdemos um jogo ou de quando nos atrapalhamos, de quando coramos, rir porque choramos, rir porque estamos imensamente felizes, rir porque de repente podemos estar imensamente tristes…rir como terapia é o que proponho!!!

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