MarinaLua

2009/12/30

Deixa eu

Arquivado em: Da alma — marinalua @ 9:01

Chega aqui,

deixa eu sentar um pouquinho na tua vida

deixa eu saber mais,

do teu cheiro,

do teu sabor,

deixa eu colar na tua pele.

Percorrer o teu corpo,

como se fosse uma cidade,

saber das ruas e dos becos.

Percorrer o teu pensamento,

como se fosse um puzzle,

juntar as peças.

Deita em mim,

E adormece no sono do tempo,

nesse desejo,

por momento incerto.

2009/12/28

Actos!!

Arquivado em: Da alma — marinalua @ 23:27

Sinto a leveza de ser,

de sentir,

de querer.

O silencio fortalece me,

aprendo a ouvir,

a ouvir me.

Saboreio o vento,

o barulho das ondas,

do mar.

Todos os ruídos apagam se,

como que por magia,

a musica tem o som,

do meu humor.

Controlo a vida,

a minha vida,

sem qualquer

controlo.

Faço parte dessa imensidão,

que é o mundo,

esta tudo ligado.

Encontro não o que procuro,

mas o que os meus actos querem,

eles transformam,

Tudo.!!!!

2009/12/23

Nada sei

Arquivado em: Da alma — marinalua @ 17:49

Como será o cheiro do meu desejo?

Que cor transpiro quando te vejo?

Qual será o sabor em ti dessa minha vontade?

Poderei alguma vez sussurrar no teu ouvido?

Sussurros sem forma ou conteúdo, com o arfar da minha respiração apenas?

Saberei no momento dizer o que mais interessa?

O que mais interessa?

O desejo, a vontade, a ansiedade?

A incógnita do que se pode tornar?

O nada tudo ou tudo nada??

Terei esse momento?

Pararei em algum momento de sonhar com ele?

Estás nos meus sonhos, poderei dizer te?

O que posso fazer afinal?

2009/12/22

“Vida”

Arquivado em: Da alma — marinalua @ 10:12

Acordei a olhar para a vida

Sinto a brisa da vontade

O sorriso do simples respirar

Levantei me e devagar fechei

Todas as janelas pessimistas

fechei a porta

e ao passar no corredor do tempo

abri a outra porta

Fiz um penteado com os caracóis

Pus um vestido

E calcei umas sandálias

E fui para a rua dos dias

Das horas

Com o coração leve

E a mente aberta

Não sei se sei bem o caminho

Mas sei que posso contar comigo

E com a toda a vida

Com todo esse maravilhoso

respirar

2009/12/21

Saudade

Arquivado em: Da alma — marinalua @ 21:06

Aos poucos foste fechando as janelas

Deixaste por algum tempo

A porta entreaberta

Ouvia de quando em vez

O ranger aconchegante

Da porta a mexer

Sabia te no meu querer

De repente ficou o silencio

O vazio

O meu querer nesse espaço

Imenso

E a saudade

Que se tornou gémea da minha alma

E passa os dias grudada nela

Colada na mente

No pensamento

Não estou leve

E não estou pesada

Sei que o amor é assim

Umas vezes ele dança contigo

Outras ele foge por entre as nossas mãos

Escorrega da nossa vida

E deixa esse rasto

Que dura ou não

Que marca ou não

Mas que deixa sempre saudade

Nem que finita no tempo de amar

2009/12/08

Tu

Arquivado em: Da alma — marinalua @ 17:02

Tenho este grito mudo parado na garganta, este grito que pede asas para voar para o teu espaço de audição e te faça olhar. Tenho todas as palavras que fariam as frases de tudo o que te quero dizer, elas amontoam se e escondem se atrás de tudo o que encontram no caminho, com medo de se expressarem. Tenho este desejo maduro e contido dentro de mim, esta saudade estúpida que corre no meu sangue, que determina a velocidade a que devo respirar em certas horas. Tenho estas insónias continuas e esta vontade absurda de adormecer os dias, quando eles me parecem longos e solitários. Tenho este corpo, estes braços, estas pernas, este tronco, esta barriga e tudo isto junto é pouco, porque em dias como este na alma só cabes tu!!!

2009/11/25

Queria…

Arquivado em: Da alma — marinalua @ 20:05

Queria puder dizer te tudo

mostrar te tudo

dar te tudo…

 

Queria que te fundisses

e te misturasses

nessa força minha

nesse querer sem fim…

 

Queria que o agora

fosse intenso

fosse o nada

que seria o tudo…

 

Queria a transparência do teu desejo

em cima do dia

das horas

dos minutos…

 

Queria o olhar

o abraço

o beijo

sem fim…

 

Queria saber me tua…

2009/11/15

Segredo

Arquivado em: Da alma — marinalua @ 21:30

Sem portas

Sem janelas

escancarado…

 

Desapega se dela

como se nunca tivesse existido

como um sonho…

 

Não se sabe

se ficará assim

para sempre…

 

Seria uma premissa

Tranquilizante

nada angustiante…

 

A ideia de se expor

assusta

provoca anseios e medos…

 

É uma urgência

um confusão

um sentir continuado…

 

De algo real

que afinal não é real

A vida

não lhe deu vida afinal.

2009/11/10

Desejo

Arquivado em: Da alma — marinalua @ 13:11

Sussurra baixinho

Bem baixinho

Ignorar quase que se tornou

Num combate diário

 

Ouvir a voz

Sentir a força do teu olhar

Enfraquece me sem que ninguém

Se aperceba

 

As pernas ficam bambas

Os pensamentos colidem

As emoções explodem

E tudo se torna disforme

 

As baterias fracas

Dão sinais de alerta

E numa questão de segundos

Recomeço

 

Se em mim

Ou não

Nem sei bem

O que será afinal??

 

 

2009/11/09

O Sorriso!!

Arquivado em: Da alma — marinalua @ 16:44

O sorriso há já algum tempo atrás bateu a porta da minha vida e sentou se nela. Já nem me lembro se pediu licença ou se simplesmente se acomodou pela minha vida com uma vontade própria e com a sua natureza impetuosa.

Sei que teve atritos com o mau humor e passaram largos tempos em negociações, em que o humor muitas vezes ganhava a parada e ficava sentado na fila da frente com cara de vencedor por dois ou três dias, também nunca mais que isto, porque o sorriso lá arranjava uma maneira de lhe dar a volta e logo ganhava de novo o seu tão gostoso lugar na fila da frente.

Preocupado com a competição que tinha com o mau humor, com a vontade de ficar calada, com o choro, com a depressão, começou estrategicamente a pensar em como arranjar soluções para estar sempre presente e sempre na fila da frente.

Criou varias formas de sorriso, para se ir adaptando aos meus humores. O sorriso de quando tudo corre bem, o sorriso de quando alguma coisa mais triste acontece, o sorriso da tristeza (sim, porque tristeza também é um estado de alma importante de se viver), o sorriso dos desafios conquistados, o sorriso do amor, o sorriso da saudade.

E assim aos poucos foi conquistando o seu espaço e tomou lugar quase efectivo na fila da frente. Percebeu que a vida levada com um sorriso é mais leve e mais verdadeira, que coisas menos boas e problemas todo o mundo tem e que não pode e nem se deve andar com tudo isso as costas.

Mais forte ainda percebeu que com o sorriso chegava sempre mais longe e conquistava mais corações, mais amigos que lhe faziam companhia na linha da frente… e assim o sorriso tornou se em muito daquilo que sou e daquilo que esboço todos os dias, em todos os momentos e a todas a horas..

O sorriso há já algum tempo bateu na porta da minha vida e mudou a por completo, hoje sorrir faz parte daquilo que sou e daquilo em que me vou transformando. Porque ao sorrir temos sempre um mundo maior a nossa frente e um conjunto de soluções que tornam os nossos problemas menos relevantes.

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